segunda-feira, 7 de abril de 2008

A razão / The reason

Depois da ida a Londres, que mudara definitivamente a minha postura com o Parkour, uma questão ficou permanentemente marcada na minha mente. Cada vez que saia para treinar, cada vez que me mexia, “Porquê?”, porque raio o faço? Porque é que me mexo, porque é que faço Parkour?

Hoje às 0:14, já deitado e pronto para dormir obtive a resposta.

Uma resposta inesperada mas cada vez mais coerente, mais forte e concisa.

O facto é somente um para mim neste momento. Não preciso de ter resposta, não preciso de ter uma razão. É esse o erro, o que nos assombra. Como humanos, temos o instinto natural da utilização do nosso QI e a sua aplicação empírica, de grosso modo quero dizer que temos que dar uma explicação para tudo. Principalmente quando fazemos ou vemos fazer algo que não está naturalmente predestinado a acontecer.

É nesse ponto que acho que estamos errados, como humanidade.

Na realidade os yamakasi como outros que agora reconhecemos como senhores desta arte de deslocamento, apenas o faziam e fazem por gosto. Como eu o faço e como toda a gente que faz algum tipo de desporto ou actividade física. Podem ter razões por trás, mas essa é a maior, e aquela que depois de estar-mos a suar e a querer parar porque o corpo manda, nos faz dar o passo em frente, aquele que acaba connosco, mas que quando o damos sentimos que conquistámos o mundo.

É o verdadeiro prazer de fazer as coisas que nos move, que nos faz mover, ir mais longe. Ser mais forte, mais rápido, mais longe, são apenas extras.

Isto também acontece com esta arte penso eu.

O Homem esquece-se que é ainda um animal, um animal que se estudar-mos devidamente tem características de tantos outros. Refugia-se na sua forma intelectual, ignorando a sua forma física, chamando-a inclusivamente de obscena. É apenas um corpo, uma mente. Apenas apelo aqui para o incentivo do primeiro, porque chegares muito mais longe no segundo. Somos animais, e gostamos de brincar, como pequenos ursos ou tigres, gostamos de trepar como macacos, de nadar como peixes, de escalar que nem cabras, somos e seres um animal adaptável, não se limitem pelo ambiente, apenas pelo vosso corpo.

O Parkour é simples, só tens que o viver.

A razão, qualquer que seja, não deixa de ser válida, desde que gostes do que fazes.


ENG

After my trip to London, that would change my thoughts about Parkour, a question remained in my mind forever. Which time I was out to train, when ever I moved, “Why?”, why the hell I do this?. Why do I move, why do I do Parkour?

Today, at 0:14 am, already in bed, I got the answer.

One unexpected, strong and straight answer.

The fact is only one to me in this moment. I do not need an answer; I do not need a reason. This is the mistake. As humans, we have the natural instinct for the use of our IQ.

In which way we have to give an answer to everything. Mainly when we do or see something that is not pre disposed to happen.

This is the point where I think we are wrong, as Mankind.

In reality the yamakasi and others that we now know as being lords of this art of déplacement just did it for the fun of it. They were kids. As I do and everybody else i think and imagine when they are doing this or any kind of physical activity. They mite have other reasons for doing it, but when we are sweating and the body is pushing us back, is the motivation and joy when we do that extra-step that make us do it, because when we done it, we felt that we conquered the world.

Is the true joy that moves us, that makes us move, go further. To be stronger, faster and further, are only extras.

This is what I think that happens in this art.

I do Parkour because I can, because I love to move, to be able to move faster, stronger and further, because I can feel my body become what I only dreamed of.

I’m only a child, but as a child I have dreams, and when that dreams come true, I’m truly happy. Are you happy?

Man forgot that he is only an animal, an animal that if we study it closely, we can find characteristics of many others. He only finds safety in his intellectual being, ignored his physical form, limited his body, and called it obscene. We are only a body and thoughts.

I now ask here to explore the first, because with that we can achieve much more in the second. We are animals, we like to play, like little bears or tigers, we like to climb in trees like monkeys, climb like goats in rocks, swing like fishes; we are just an animal that is adaptable, do not limit yourself by your environment, just by your body.

Parkour/ art of movement, are simple, you just have to live it.

The reason, whatever it may be, it’s still valid, if you only like what you’re doing.

Gui

sábado, 23 de fevereiro de 2008

O ínicio da A2BFree

Tudo começou numa viagem que mudou a vida de quem foi. RendezVous2 foi definitivamente o ponto de partida para esta Associação. Aqueles que foram viram o que estava a acontecer no estrangeiro e o que Portugal estava a perder. Parkour, traceurs, não há como separar. Já existe um site referindo Parkour, cujo principal objectivo é a divulgação. Para aqueles que foram a este encontro, esse objectivo por si só não parecia válido e já não tinha propósito, então decidiram seus constituintes tomaram um passo em frente e decidiram que estava na altura de surgir um novo espaço, onde o principal objectivo fosse ajudar e a colaboração de traceur para traceur. Então, com a sua experiência decidiram embarcar num projecto novo, com ideias novas. A A2BFree deu o primeiro passo em Aveiro com Sérgio Mota, Guilherme Costa, David Breda e Portela, aonde surgiu o nome e o seu futuro objectivo.
Então, se juntaram mais e mais traceurs a este projecto que apoiaram a sua causa, e decididos que a A2BFree tinha que existir, o segundo passo foi tomado e surgiu o forum. Que já se encontra activo.

A A2BFree, é uma associação de traceurs com fim de entre-ajuda e colaboração entre os mesmos. A fim de de informar, ajudar e se encontrarem, os traceurs com mais experiência decidiram dar-lhe uso, porém, a ajuda não advém destes, mas de todos, cada traceur pode e deve colaborar com este projecto. Para tornar a comunicação mais acessível e útil foi criado um forum simples de usar, com bastantes espaços e tópicos de discussão. Assim, estará tudo organizado.
Todos os traceurs são bem vindos, desde que cumpram as regras delineadas pela A2BFree.

"Docendo Discimus"
http://a2bfree.com/forum/

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Quatro passos

Pensamentos atribulastes têm perturbado a minha mente nestes últimos dias. Conversas desafiaram a ordem antigamente natural das coisas. O saber deixou de ser saber para passar a ser experiência. Quero com isto dizer que o Parkour continua a modificar-me, e mim, e às minhas ideias. Uma breve conversa com o Kaoz suscitou uma desencadear de pensamentos aleatórios que mais tarde tive tempo de organizar e agora expô-los aqui.

A maneira mais profunda e evidente que esta prática modificou a minha postura com o mundo é a vergonha que sinto ao praticar tal actividade. O Parkour é praticado marioritáriamente na cidade, é aí aonde se aprende os movimentos básicos, expostos ao mundo, às criticas, gozos e devaneios de gente estática, robótica. Assim, o primeiro impacto, o primeiro passo, não é saltar, não é saber aonde por a mãos, mas enfrentar a vergonha. A vergonha de se saber que se está a fazer algo evidentemente questionável pela sociedade, enfrentar isso é sinal de coragem diria eu.
Esse é o primeiro passo para se tornar um traceur. Não vou aqui definir o que é ou não um traceur, para tal, deixo a senhores que estão há mais tempo aqui do que eu.

Então o primeiro passo é enfrentar a vergonha de ser visto, a quebrar as regras de conduta social que implica saltar aonde não é suposto saltar. Vergonha, aqueles que passam daqui são na minha opinião seres que merecem respeito. Enfrentaram o primeiro dos seus medos.
O segundo passo é lidar com a vergonha, esquecer que ela existe. Dizer que o que estás a fazer é de facto aquilo que queres, que desejas e que gostas. Que é certo. Quando se descobre isso, a certeza, então estás seguro de ti mesmo e esqueces o mundo, a sociedade à qual regressas ao fim de cada treino. Quando tal acontece o traceur prova o primeiro gosto da liberdade, a este passo chamo de fugida. Porque aqui foges da sociedade que começas a compreender que não está certa como anteriormente compreendias e aceitavas. Agora quebras barreiras somente com o teu pensamento, porque tens um escape, um treino, cujo periodo de duração te sentes livre, sem barreiras.

O terceiro passo é o desleixo. Já não queres saber o que quebras ou deixas de quebrar, a este passo dou o nome de original. Porque aqui o traceur mostra-se plenamente como é, sem medo, sem vergonha. Aqui já não tem medo de regressar a casa todo sujo, andar na rua sem tshirt, com punhos todos sujos, porque ele esta contente. A afirmação do seu contentamento, da sua personalidade desenvolve uma maior compreensão do mundo.
E aqui chega por ultimo o quarto passo. A compreensão.
Neste passo o traceur deixa de olhar para si mesmo e olha em redor. Vê o mundo então com outros olhos e ouve, observa, com uma nova visão, aonde o andar sujo e sem tshirt é aceitável. Aqui grupos como Rastas, góticos etc etc também são aceitáveis, porque aqui, já os compreende. E porquê? Porque eles são como o traceur, diferentes, mas mostram apenas aquilo que são e não têm vergonha daquilo que são nem do mostrar. Compreensão. Assim o traceur é um ser compreensivo, pacifico, original.

Bem, como todos os pensamentos, estes também podem mudar. Mas para já é isso o que penso.
;)

sábado, 26 de janeiro de 2008

Uma noticía

O primeiro passo esta dado. Como esperado, atitudes foram tomadas. Sorri, como as pessoas são tão previsíveis e hipócritas. Vários pontos foram atirados a esta entrevista, mas percebo porquê.
Não porque realmente sejam verdade, mas porque o simples facto de já haver pessoas com iniciativa própria é condenável a quem julgava ter o monopólio. É lixado, eu percebo.
Vou agora aqui então desmentir todos esses pontos.

Número 1: A definição do Parkour é de facto ir do ponto A ao ponto B o mais rápida e eficazmente possível utilizando apenas o teu corpo. Estou errado?

Número 2: Os movimentos que vieram a seguir penso eu foi uma run eficaz, estou enganado? Houve apenas uma brincadeira com os movimentos, não vi saltos mortais nem nada do género, vi porém noutras entrevistas da dream team isto acontecer. Estarei Errado?

Número 3: O encontro em que me encontrei no passado dia 19, no qual o senhor José Gama me veio cumprimentar com um sorriso na cara depois de tudo o que se passou sem tocar no assunto, estava denominado como sendo a 4ª Jam nacional. Como sendo uma 4ª Jam que marca o primeiro encontro nacional, e que apenas se realiza uma vez por ano, devo deduzir que o primeiro tenha ocorrido à quatro anos atrás, não?

Número 4: Quanto à diferença do Parkour com os outros desportos, sim, o Parkour requer muito mais repetição e insistência, prática diária é necessária para que não se ganhe medo de um salto etc. Não é como nas artes marciais ou outros desportos como no futebol etc em que não perdes nada se deixares de treinar durante uma semana. Pelo menos, é o meu ponto de vista, falo por mim, não por qualquer comunidade.

Número 5: Sr. José Gama, agora falo directamente para ti. Em dizeres que a nossa entrevista foi ridícula acho que aí demonstras a tua própria falta de humildade. Fazias melhor não é verdade? lool, O senhor Ez também pensa assim. Ups, já la estives, sabes bem melhor que eu o que é o Parkour, sorry. Free-running pensei que era mais o teu estilo. Peço desculpa.
As mesquinhices de que falo é o facto de tu pensares que só tu e o teu gang faz a coisa como deve ser. Dizes que apoias iniciativas deste género, mas de facto dizes que se tiverem entrevistas ou qualquer contacto para divulgares devem ir ter contigo ou com os teus. Que é esta merda?
Tens medo que te tirem o monopólio, o Ez tem medo. Agarra-te à Adidas lool.

No fim, vamos ver quem tem razão. Visto que nem uma conversa foste capaz de ter quando TIVES-TE COMIGO PESSOALMENTE NADA DISSES-TE. Depois são os outros, que só falam na net e não sei quê...

Tou farto destas merdas, e já não tenho paciência. Vou seguir o meu caminho. Caguei para ti.



Quanto à entrevista deu o seu propósito. As pessoas ficaram a pensar no Parkour como sendo algo mais sério que uma simples brincadeira. Dei o MEU ponto de vista e não represento ninguém a não ser a mim mesmo, por isso não tenho que dar explicações a ninguém.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Jam Nacional

Ainda estou a organizar os pensamentos que me ocorreram durante tal evento, por isso não julguem estas palavras pela sua incoerência.

Cheguei eram as duas da manhã a Lisboa, meti-me num táxi e fui descansar a casa dos meus queridos avós.
Assim, chegámos e assim partimos às seis e meia da manhã para Lisboa. Chegámos eram por volta das sete e meia, ainda não estou habituado a esta coisa dos comboios, aqui existem burros e carros.

Chegámos ao Parque das Nações e, já dentro da estação do Oriente tomámos um café para despertar, a viagem de sete horas desde Bragança custa, quanto mais dormir aquelas poucas horas.
Esperámos um pouco pelo senhor meu irmão Pedro Gomes, mundialmente conhecido por cú no chão (C.N.C) e fomos à procura da casa de banho perdida. Encontrámo-la, muito longe do esperado, pois não vimos as presentes durante o caminho, que chegámos a reparar no regresso.

Encontrámos spots pouco conhecidos, um pouco afastados do esperado Bartolomeu spot. Diverti-mo-nos a brincar Às planches e outros aquecimentos de rotina. Durante essas brincadeiras chegaram sem aviso as nove horas da manhã. Decidimos que era tempo de regressar para o dito cujo e, já lá se encontravam alguns traceurs conhecidos da minha pessoa.
Os XF2 fizeram vénias quando cheguei e ofereceram-se para fazer favores sexuais, mas como estava uma rapariga presente, eu recusei. O coalhinho preto estava-me a observar. Após a chegada dos mais variados tipos de traceurs, deu-se inicio o esperado momento de condição fisica dada pelos Shintai. Na minha opinião começou mal, pois um individuo que se identificava como sendo Shintai, visto estar a mandar ordens desesperadas como mandar tirar a tshirt aos presentes noventa e tais traceurs, achei mal. Uma ordem dessas não me coube na cabeça, não entendi a razão pela qual eu tinha que tirar a tshirt e começar a correr atrás deles. Então desisti e fui treinar.

Fiz a maior parte das coisas que queria fazer por todo o Parque. Adorei a companhia e o ambiente. Depois fomos almoçar, comprei demasiada comida que não consegui consumir na totalidade. Depois do almoço veio a parte divertida. Descontracção e boa disposição. Diverti-me bastante.
Depois, foi altura de algum treino e repetição, quem se aproximou e pediu conselhos acho que foi bem recebido da minha parte e quem estava a fazer mal e eu vi, também não foi de mãos a abanar. Muito bom ambiente. Bem, foi neste momento, que ao repetir várias vezes um salto bem puxado de precisão, que consistia em saltar um grande numero de escadas, a areia presente fez escorregar os meus dois pés ao mesmo tempo e ir aterrar mesmo na esquina de uma escada com o joelho, que acabou por ficar com o smile profundo. Não parei por aqui. A dor era suportável.

Vi que o meu thief para salto de braços é eficaz e fiz o meu primeiro dash para salto de braços, senti-me contente, tudo isto com um smile no joelho lol.
Vi muitas tentativas de exibicionismo que acabaram mal, gostei também dessa parte. Tive pena porém. Jackie ainda tem a cabeça, por isso sorrio.

Conclusão: Cheguei a casa mais que partido, e às dezasseis do dia seguinte parti para Bragança.
Agradecimentos:  CNC, Hugo Fritado, Inês, Bruno Biscaia, XF2 em geral e a todos aqueles que se atreveram a partilhar aquele momento comigo. Muito Obrigado

sábado, 5 de janeiro de 2008

Relaxado

Tenho treinado sempre que posso desde que vim de Londres, o tempo não tem ajudado, mas mesmo assim tenho feito o máximo para me tornar melhor. A cabeça já não pesa tanto e coisas que apenas apareciam em sonhos agora são feitas facilmente. Estou a encarar isto como uma nova fase do meu percurso, e estou a gostar. Sinto-me mais confiante que nunca.
Hoje tive vários azares, e cortei as mãos em vários sítios, por isso os movimentos não saíram da melhor maneira, peço desculpa.

Quero aqui desmitificar o video, pois ja o mostrei a várias pessoas, e uma delas chegou mesmo a afirmar ter certezas que este foi acelerado. Devo eu agora aqui desmentir. O video não foi alterado, só em termos de imagem=cor. Eu até acho que alguns movimentos estão um bocado imperfeitos e lentos. Existe um salto de braços ao 01:00 que parece que bato com os pés no chão mas o mesmo não acontece. A planche em overgrip é bastante mais fácil. O resto está lá. :-P
Espero que gostem:



Download

sábado, 29 de dezembro de 2007

Centro do País

Bem, fui passar dois dias ao centro do país para treinar e conviver com quem já sentia saudades.
Aproveitei também para conhecer a tão falada cidade de Aveiro e os seus inquilinos praticantes de Parkour. Depois de uma viagem de três horas de autocarro, para chegar ao Porto, foi a vez de nos meter-mos no comboio. Assim chegamos meia hora antes do previsto, mas já lá se encontravam os senhores de Aveiro. Esperámos uns minutos pelos meninos da Mealhada. O reencontro foi rápido. Bom ambiente. Seguimos o nosso destino e pusemos as mochilas às costas.

O primeiro spot era reconhecível devido aos vídeos que já la foram gravados. Bastante engraçado. Basicamente alguns saltos de braços e uma parede espectacular para treinar planches. Gostei bastante. Fizemos uma pequena run que envolvia fazer um vault e um passe muraille, cronometrado. O meu teve o resultado de 4.08 segundos. Nada mal, pensei que estava pior.
A seguir fiquei a observar os presentes a fazer os cats maiores. Como prometido, deixei-me de coisas grandes, quero ficar forte primeiro, daqui a alguns anos voltarei lá e fá-los-ei., não eram nada de especial mas a parede escorregava, os meus ténis pareciam manteiga.
Depois segui-mos para um momento esperado por todos, mais por mim e pelo Kaoz. Mac-donalds tornou-se de facto um "must" nas viagens de Parkour. Estava com a barriga a dar horas e comi. Ao sair do forum um spot apareceu, corrimões e uma passe muraille toda catita tornaram-se alvo de olhares de peões que nos miravam com curiosidade e espanto. Sorri.
O segurança tão temido olhou para mim e nada disse, voltando ao seu posto.

Depois, chegámos a um spot com precisões, bastante giro, vi a confiança do senhor Breda e do senhor Portela em precisões que a mim ainda me faziam tremer. Grandes meninos. Sorri.
Fiz um corte num dedo antes de partir, ao tirar o gelo do carro. Num salto de fundo para precisão, mordi o lábio com as dores. O Kaoz fez-me sentir orgulhoso quando fez aquilo que eu planeara fazer mas não conseguíra. Fomos por um jardim aonde fiz o meu primeiro thief para salto de braços. Achei piada.
Chegou a vez do Portela e do Breda brilharem num salto de braços com cerca de doze pés e meio. Nem esperaram, saltaram. Foi muito giro, gostei.
Chegámos a outros spots, foram bastante produtivos. Treinei alguma coisa, apesar do cansaço da viagem ainda me mantive acordado.
Depois, fomos para outro spot também conhecido. Muito giro, mas pouco dava para fazer. Chegou a altura de falar, vencidos pelo cansaço. Falámos um pouco, e cheguei à conclusão que o Storque está tramado mas feliz.

No dia seguinte acordei na Mealhada. Estava tão partido que mal conseguía andar. Sorri, aquilo era de facto engraçado, era de facto digno do nome Tabibito. Parkour era aquilo. Estava vivo, as dores provavam-no. Fomos passear, conversar, conviver. Ideias brilhantes surgiram às quais vamos dar continuidade. A vontade de voltar para casa apertou, estava apertado, saudades de uma pessoa deixaram-me louco no autocarro. Bem, partimos novamente.

Devo acrescentar que poupei 200€ nesta viagem. Meti-me no comboio de Aveiro para a Mealhada sem bilhete e fui apanhado, mas o Kaoz prometeu qualquer coisa ao "pica" que não consegui ouvir e fui ilibado. O Kaoz sorria, parecia feliz e agradavelmente bem disposto.

Resumindo, foi uma agradável viagem ao centro do país, fica aqui prometido, vou voltar a fazê-la no próximo ano.

Um especial obrigado ao David Breda e ao João Portela pela companhia e pela sua disponibilidade.

Feliz Ano Novo pessoal.