sábado, 29 de dezembro de 2012
Parkour Hoje
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Être et Durer
When I saw my first Parkour vídeo I fell in love. That was what I was looking for. I started little by little, and as few do now, reading. At the time there weren’t many videos on the Internet as there are today. There was only one tutorial! Valts 101, if I’m not mistaken. We trained and improved by falling. There was nobody there to teach us. I started shooting videos so others would comment my technique and to give advice. I travelled all around the country, I met many wonderful people that offered me a roof over my head in exchange of company at their training sessions. There was a big union among all practitioners. We discussed, like children that thought that they knew better, the philosophy behind the art of movement. The conduct was something important and fundamental.
It was then that I came across one sentence: “Être et Durer”, for the ones that lack French skills, its translated “To Be and to Last”. This tell us that the objective of training Parkour is to be strong and to last. I think that both ideas are somewhat obsolete at this point. Only few train in the shadows, for themselves, to be strong and to last. Yes, because the goal is not to become famous on Youtube or on tv, it is to last. What really matters is not how far you can jump, or how dangerous your jump is, but how many times you can do it, how perfect your technique is and if you feel good doing it. The Art of Movement is to make you smile, not others. Every day I come across one of those youngsters that do Parkour only to show off, that with less time of training Parkour can do stuff that I don’t even dare doing. Is not due to jealousy, I don’t do them because I know that they’re not worth it. Many times these jumps hurt the body, in a slow and silence way. The complaints only come later, when nobody is there to applaud. They push and push and push, until it breaks. That’s why at every Parkour competition there’s somebody getting hurt. The philosophy of showing off is not compatible with the art of movement.
They want to rush things, without thinking about the consequences. They do really big and amazing jumps like an impossibly huge catleap, but they don’t have the strength to finish with a well done climb up. I think is atrocious.
Where is the way of doing things slow and with focus? Its only focus is on the commercial and easy money. You have to know what you’re doing. Where is that money when you have to be under the knife because all of those abuses, due to careless Parkour?
I think that show off is an irresponsible attitude, is to rush things that are not to be rushed. Is to want to learn a martial art and at the second session you bring a black belt. The bruses will only appear later...
I think that that spirit is lost, and also think that it had to. But frankly I hopped there were more of us to last.
Être et Durer
Português:
Quando vi o meu primeiro vídeo de Parkour fiquei apaixonado. Era aquilo que eu procurava, há tanto tempo. Comecei como poucos agora o fazem, a ler. Na altura não havia a quantidade de vídeos na Internet que existem hoje. Tutoriais só havia um! O vaults 101, se bem me lembro. E treinávamos por tentativa e erro. Não havia ninguém a ensinar. Comecei a fazer vídeos para os outros comentarem na minha técnica e aconselharem, trocarem impressões. Viajei pelo país todo, conheci pessoas maravilhosas que me ofereceram um cantinho em troca de companhia nos seus treinos. Havia união entre todos os praticantes. Até discutíamos feitos parvos, furiosos, pela filosofia! Isso era paixão! A conduta era algo discutível e temido.
Foi então que me veio parar a frase: “ Être et Durer”, para os poucos entendidos em francês traduz-se em “Ser e Durar”. Traduz que o objectivo de treinar não é só para ser forte mas para durar. Acho que em ambas partes isto já se tornou obsoleto. Já poucos treinam nas sombras da ribalta, para treinar para si, ser forte e durar. Sim, que o objectivo final não é ficar famoso no youtube ou na televisão, é durar. O que realmente conta não é quão longe consegues saltar, ou quão perigoso é o teu salto, mas sim quantas vezes o consegues fazer, e se te sentes bem ao fazê-lo. Sim, que a Arte Do Movimento é para te fazer sorrir, a ti, não aos outros. Cada vez mais me cruzo com jovens que fazem Parkour para impressionar, que com bem menos de treino que eu fazem coisas que eu não me atrevo a fazer. Não se trata de ciúmes ou inveja, não o faço porque simplesmente sei que não vale a pena. Muitas vezes são saltos que prejudicam gravemente o corpo, mas como é lentamente, é silencioso, e isso é o pior. Só se queixam depois, quando já não tiverem ninguém para aplaudir. Puxam, puxam e tornam a puxar, levam até o corpo até ao limite, até que quebra. É por isso que em todas as competições de Parkour alguém se magoa. Já pensaram nisso? Que essa filosofia não é compatível com a arte?
Querem fazer as coisas à pressa, sem pés nem cabeça, sem pensar nas consequências. Fazem saltos sem terem o mínimo de força para aguentar. Vejo pessoal a fazer cats tão grandes e brutais que no final nem conseguem fazer bem uma planche. Acho atroz.
Aonde está o espírito de fazer as coisas devagar, lentamente e a pensar? Só se pensa na comercialização, no ganhar dinheiro fácil. Mas há que saber o que se anda a fazer. Onde estará esse dinheiro daqui a uns anos quando tiverem que ser operados ao corpo todo pelos abusos do Parkour mal calculado?
Acho o show off uma atitude irresponsável. É apressar uma coisa que não deve ser apressada. É querer aprender uma arte marcial e na segunda aula trazer o cinturão negro. As mazelas vêm depois…
Acho que tudo descambou, e também acho que tinha que ser assim. Mas francamente esperava que fossemos mais.
Être et Durer
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Update
Desde já peço desculpa pela notória ausência. Desculpo-me com uma boa desculpa, tenho dedicado o meu tempo a treinar. Deixei-me de palavras e tornei-as em acção. Tenho feito maioritariamente treino de cardio e condição física. Tenho treinado bastante em formate de percurso, tentando manter um passo rápido entre os obstáculos, a evolução tem sido notória. Mas agora deparei-me com um novo problema - o frio. Para quem não sabe, em Bragança faz mesmo muito frio, gelado e este ao respirar gela literalmente a garganta. Fazer parkour com cachecol não faz sentido mas vou ter que pôr uma daquelas protecções para motards no pescoço, pois torna-se quase impossível respirar. Parece que se engoliu um gel de menta e a tosse é inevitável. O frio nesta altura torna-se um grande obstáculo, mas ainda é facilmente transponível. Quando começar a haver mesmo gelo no passeio e os muros permanentemente molhados, isso sim, vai ser guerra.
Bem, deixo um grande abraço a quem ainda se atreve a ver se há novidades por aqui.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Sevilha
Para quem não sabe - Estou em Sevilha.
Aqui voltei a treinar diáriamente, pelo menos correr. Os spots, aqui chamam-lhes de "sítios", são muito diferentes, mais simples na minha opinião, pois são todos ao nivel do chão. A coragem aumenta e coisas bonitas surgem. Esta coragem é inimiga do tracer, pois de certo que quando estiver de volta à terrinha aonde os spots, apelidados por o credo, "ou fazes ou não fazes" vão-me meter algum receio. Aqui até correr dá gosto, a cidade é plana, mas faz demasiado calor, média de 40º... Mas pronto, suporta-se, com uma ventoinha perto da cama claro. Tenho treinado bastante, e até me encontrar de rastos. O meu corpo está a responder muito bem, mas confesso que na primeira semana foi tortura. Os tracers daqui parecem ser muito responsáveis, aquecimento -sempre. É bom ver que estão no bom caminho apesar de aparentemente não terem criatividade, isso ganha-se com a experiência. Resumidamente, gosto de Sevilha como spot, é preciso é correr muito antes de chegares ao próximo spot, mas vale a pena. Gracias ;-)
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Nostalgia
Ora viva,
Sei que desapareci à face da terra, pelo menos a nível de parkour pois o último video no youtube de parkour já data alguns meses. Na realidade continuo, não com o mesmo espirito, é verdade. Por falar em continuar, estava aqui a ver videos e fotos "antigas", do meu ínicio e da gente com quem partilhava um momento que na altura considerava "underground", uma cena à parte, não era radical nem nada do que é considerado agora. O Parkour era o que nunca mais vai voltar a ser. Quem treinava parkour naqueles tempos conhecia toda a gente que treinava parkour, eu mais que ninguém, porque fazia o esforço de conhecer, de partilhar aquele momento. Esse momento era o treino, o convivio, a criação de um laço estranho que te fazia aproximar de uma pessoa que conheceste pela internet e ali estava sorriente, pronta para dividir uma casa contigo e a comida do seu prato. Esse era um traceur. Agora toda a gente se separou, culpas as ideologias, mas para mim ninguém tira aquele momento. Considerei grandes amigos, quase irmãos, aqueles com quem dividi bons momentos. Agora treino sozinho. Do meu tempo pouco são os que ainda se aguentam de pé, e aqueles que eu vejo que ainda continuam na ribalta estão-se a cagar para o momento. Ganharam respeito e pronto, são uns agarrados. Julgo ser o único que inocentemente ainda se prende ao momento, que quer é ver gente a treinar como deve ser, a esforçar-se não para mostrar o seu lindo mortal, mas para ser forte e conseguir superar-se. Quem não acredita nas minhas palavras, talvez esteja contra estas. Eu quando comecei não foi o "être fort pour être utile" que me fez mexer, foi a diversão, o controlo magnifico do corpo, do movimento e do espaço envolvente. É isso que ainda me motiva, que me faz mexer. Eu acho que muitos daqueles que já cá estão há algum tempo essa motivação já desapareceu, e como não podia ser deixado vazio esse espaço, tomaram alguns motivos, por mim considerados, menos nobres. Agora eu pratico a máxima do parkour, mas não gosto do nome parkour. O nome trás demasiadas tretas por detrás, por isso adoptei a arte do movimento. Aonde a filosofia do parkour se mistura com a liberdade de cada um, sem te prender numa história de bombeiros. Bem, e cá estou eu a falar em filosofias e tretas. É tudo uma treta. Afinal de contas ninguém vai ler isto. Só queria era deitar tudo cá para fora. Vou começar a trabalhar e vou ter que forçosamente treinar menos, e assim deixarei por metade do meu objectivo cumprido. Não vou ver o pessoal unido. É-me tristemente visto como um episódio de uma má novela. Uns têm medo, outros arrogância, orgulho e parvoíce genuína. Talvez seja eu.
Bem, as fotos continuam aqui, os momentos não foram esquecidos.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Update
Bem, tenho-me afastado de tudo. Treinar, treinar, treinar. Deixar-me de tretas, de discursos e de confusões. Cumprir com o prometido. Regime de combate is still on!
Continuo com o mesmo peso, mas agora já quase não tenho gordura. Condição física resulta. Devo confessar que me falta agora confiança a nível técnico, por falta de prática nesta área, pois quando tenho um tempo livre ( que tem sido cada vez mais raro) serve para treinar condição física, não sendo apenas flexões e exercícios "parados" mas também correr. O meu cão tem-me feito companhia. Daqui a nada temos o primeiro cão-traceur em Portugal :-P, é ele que me puxa visto que agora voltei a treinar sozinho, em termos humanos. Enfrentei no inicio a dificuldade puxar por mim estando eu apenas sozinho, mas isso já foi ultrapassado e agora já consigo cair para o lado no final de cada treino se me concentrar. Tem sido bastante bom e agradável.
Bem, em breve terei mais novidades e talvez, mas só talvez um novo video.
Abraço e bons treinos
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Lesões

Eu encontro-me a recuperar da minha primeira lesão. O cuidado e atenção nos meus treinos sempre foi uma lei, e a concentração com que predispunha em cada movimento evitou-me grandes quedas que poderiam ter consequências graves. Mas nunca é suficiente, e o risco é necessário, senão ficariamos todos em casa numa bolha actimel. Contudo em dois anos de treino nunca tive uma lesão que me impossibilitasse de treinar, apenas arranhões ou feridas que nada mais faziam que importunar o movimento, mas nunca restringi-lo. Não vou falar aqui da minha lesão ou como foi que aconteceu, pois acho que isso nada trará de bom ao vosso pensamento, mas sim como evitar lesões na prática desta disciplina. Ora aqui exponho algumas:
- Antes de experimentar, verificar. - Antes de experimentares algum movimento novo, ou mesmo um que já tenhas efectuado, verifica o spot, o sítio que irás pisar, tocar e mesmo sobrevoar. Nunca se sabe o que lá poderá estar e em que estado está. Podes evitar assim escorregar, cair ou embater nalgo ponteagudo etc.
- Aquecer, sempre! - Antes de qualquer movimento mais brusco, como flexões ou planches, que agora são considerados movimentos de aquecimento (está mal) aquece! Este movimentos exigem já que os teus músculos estejam bem aquecidos pois são exercícios exigentes. Roda tudo o que podes no teu corpo devagar antes de qualquer coisa. Aconselho a visitarem este site.
- Demasiado cansado, no chão! - Quando te sentires extremamente cansado, faz exercícios a nível do chão, pois a energia pode surpreender-te e faltar-te e com graves consequências. No chão a probabilidade de te aleijares é reduzida.
- Repete, repete, repete... - Antes de efectuares um movimento novo, repete vezes sem conta um parecido até te sair controlado e natural, um segredo para uma boa repetição é tentares de maneiras diferentes e veres como sai melhor, cuidado para não arriscar demasiado.
- Treina para ti, não para os outros. - O exibicionismo, o tão conhecido show off, é um aspecto muito negativo num praticante pois leva-o a fazer coisas para o qual não está minimamente preparado, e assim o corpo também não está preparado.
- Tomar banho de água fria. - Depois de um treino, se não tiveres banheira e gelo, toma de água fria. Ajuda na prevenção de aparecimento de lesões e deixa-te pronto para outra. Nada de começar com àgua morna ou quente....
BOM ANO!
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Regime de Combate

Deixar de ser preguiçoso, acordar de manhã para ir correr antes das aulas, vir, tomar um duche e partir para mais um dia de escola. Como não se perde tempo com internet nem tv, o deitar cedo é uma obrigação. Eu no meu caso não deixo totalmente de vir à internet pois sou administrador de uma comunidade e não posso perder totalmente o contacto, por isso, meia hora ou uma hora por dia são suficientes para tratar de tais assuntos.
Em casa, tudo parte com uma organização de horários. Têm que ter noção que não podem ter períodos mortos sem fazer nada, por isso a primeira semana é experimental. Sem esquecer que o descanso é fundamental! Eu por exemplo, como sou muito preguiçoso para fazer condição física uso o sono como uma defesa contra isso, ao acordar (05h-06h) tombo para o lado e começo as sessões de flexões matinais, vou correr até a uma aldeia e volto, tomo duche quente e parto para as aulas. Chego, descanso um bocado, lendo um livro ou mesmo dormitar, depois estudo, janto e toca dormir. Não há tv ou internet até às tantas.
Este sistema é rigoroso, e requer imensa disciplina e força de vontade. Mas não é só em casa, nos treinos também não pode haver momentos mortos nem parados.
Nos treinos, a maximização de um treino é fundamental, e é isso que vai fazer a diferença. Não pares, e só dá por terminado um treino quando estiveres sem forças para continuar. Não fales, não pares para pensar. Descansas no fim.
Divide o treino por partes, treina técnica misturada com condição física, isso vai-te dar motivação e um desafio fazendo-te deparar com o cansaço. Não vou dar aqui exemplo de métodos de treino, porque o importante aqui, não é o que fazes, mas com que mentalidade o vais fazer. Esforça-te e dedica-te a 100%.
O regime de combate, é a dedicação consciente, ou seja, é saberes que tens que estar consciente e preparado, sem desperdiçar tempo em coisas inúteis. Focares-te inteiramente no que é realmente importante e levares a cabo os teus objectivos.
Isto é aplicável a todos os ditos "níveis" de preparação.
O objectivo é tornar o Regime de Combate na tua vida, no teu treino ideal.
sábado, 4 de outubro de 2008
Finlandia - Um revelar de caminhos
Foi com agrado que ouvi o Chau dizer-me que tenho que "crescer no treino". Puxar por mim e pelos outros. Foi com agrado que ouvi dizer-me que tenho o espirito, mas tenho ainda que viver a arte.
A arte tem um nome "l'art du deplacement". Podes chamar-lhe o que quiseres, mas é isso que vives, ou pensas viver. Levei um sério choque emocional lá, aprendi a conhecer-me melhor, e vi o quanto é importante o grupo, a união, pois é ela que te faz dar mais aquele passo com as mãos já cheias de sangue.
Senti lá uma coisa que nunca sentira, que não estava sozinho. Que treinava com e para alguém, mesmo que nem conseguisse decorar o seu nome.
Desde então tenho tido dificuldades nos treinos, sinto que sozinho doi mais, como o vigroux disse uma vez " sozinho não se encontra o caminho ", não me sinto desesperado, mas é um obstáculo que tenho que ultrapassar, pois aqueles que estão dispostos a percorrer esse caminho comigo estão bem longe.
Uma das coisas que vi e presenciei, foi a preparação. Se queres treinar drops, treina saltar escadas, se queres fazer planches, treina elevações, tudo tem o seu percurso. A sua vez de existir. O que vejo em Portugal é jovens a suicidar-se aos poucos. A ficarem com lesões permanetes à tenra idade, vejo desgraça.
O que apenas eu tento fazer é prevenir isso, tenho o conhecimento e por isso tenho a responsabilidade de o destribuir quando vejo que o que fazem está errado.
Treinador? Eu, ainda não, dou instrução, encaminho o pessoal mais nada. Dinheiro? Sé se for a gasolina que eu pago.
Quanto a discórdias? Existe uma coisa chamada espanto, não acreditavam que eu era homem de palavra, e que iria fazer as coisas mudarem, substimaram aqueles que lhes oposeram. Parabéns para todos aqueles que o fizeram.
Bem, para já é tudo. Um abraço.
Deixo video:
domingo, 13 de julho de 2008
Free-running, Parkour, Arte do Deslocamento
Os rapazes com quem treinava desistiram apenas ficando um que ainda hoje me acompanha nos treinos e mostra uma forte vontade de prevalecer. Não irei falar no meu treino pois muito tem que ser dito para o pouco tempo que tenho neste momento, discurso que irá ocorrer em breve.
Venho aqui também escrever sobre a filosofia envolvente no Parkour e as suas variantes. Free-Running, Parkour, Arte do Deslocamento. Tudo isto diferente, tudo isto igual. Com finalidades diferentes é o que nos faz destingir cada arte. O que não compreende é a não comunhão destas três e a descriminação de uma ou de outra em prol de uma. Fui ensinado que o Parkour veio do sr.David Belle e da sua familia, mas agora vejo que essa familia era bem maior do que eu pensava. Li e informei-me, e vi que o Parkour surgiu com o David Belle mas com o seu grupo de amigos, no qual encontramos os Yamakasi, Stebastien Foucan e o próprio David Belle.
Pelo que li todas estas três fracções tentaram pela vida, mostrar de uma forma legitima o que tinham aprendido e o que tinha surgido ali. A arte do movimento surgiu com os Yamakasi, o que às vezes não é dito é que o grupo original contava com Foucan e Belle, portanto a arte do deslocamento surgiu mesmo antes do nome Parkour! Parkour vem da palavra parcour, que significa percurso em francês, dada a sua origem ao "parcour de combattan" de Hébert. Depois surgiu o Free-Running com Foucan.
O Free-Running diz que a beleza e a liberdade sentida pelo seu praticante é importante, é importante mexer-se de uma forma liberal, sem obstáculos.
O Parkour é mais prático ao afirmar que só inclui movimentos eficazes e rápidos, deixando de lado mortais e acrobacias desnecessárias. O Parkour é movimento eficaz num percurso.
A arte do deslocamento é ser-se forte usando o ambiente, usando essa força para te deslocares e defenderes o que é teu e os teus. A arte do descolamento conta também com a expressão pessoal através do movimento, daí ser considerada uma arte.
Todas estas variantes têm como base o movimento corporal, incluindo ou excluindo os mortais e com finalidades diferentes. Na minha opinião é um bocado mau haver isto tudo, como temos na escalada, em sitios diferentes, com finalidades diferentes, continua a ser sempre escalada, existe sim, uma separação, mas não uma alienação das restantes. É o que está a acontecer aqui, eu próprio já descriminei as outras vertentes, considerando a minha com suprema relevância. Mas isso mudou. Compreendi que um Traceur, um praticante de qualquer arte, deve saber o máximo possivel dela, neste caso o movimento é o que devemos aprender e não separar. Devemos estar então preparados para tudo. Portanto: Parkour + Free-Running + Arte do Deslocamento = Movimento.
Bem, são apenas uma ideias a serem completadas brevemente, daqui a uma semana estarei de férias :-D
segunda-feira, 5 de maio de 2008
2 anos a sentir-me bem
Comecei como todos começaram, com a internet. Nada sabia e tudo experimentei. Todos os medos que tive foram superados, tornei-me num verdadeiro guerreiro, que luta consigo mesmo e tenta domar a fera, que não é aquela que quer fazer mas aquela que não deixa fazer.
Comecei quando poucos começaram o seu treino, era Inverno. Bragança é fria, gelada literalmente, aonde paredes cobertas de gelo queimam as mãos e as deixam vermelhas e sensíveis, consegui ultrapassar o medo do frio e tornei-me num esquimó traceur. Cheio de dores e numa tentativa de suicídio tornei-me num traceur, pois os meus joelhos já tinham sido diagnosticados de ponto final, médicos me disseram que não iria voltar a correr como deve ser.
Com lágrimas voltava outra e outra vez a casa após o treino. Joelhos doíam.
Agora, dois anos mais tarde, sou o que sou, faço o que faço.
Foi tudo ultrapassado, a história diz por si só o que se passou, não contada por bocas infames, mas pelos factos.
Conheci pessoas, delas fiz companheiros de vida, amigos sinceros, que partilham algumas das minhas paixões. Conheci todo um conjunto de pessoas neste meio que nunca teria pensado existirem, e não me arrependo de ter conhecido qualquer uma delas, mesmo com aquelas que agora não me dou, aprendi algo.
Viajei, país fora e estrangeiro em busca de conhecimento, novas formas de movimento. Posso dizer hoje que conheço Portugal graças ao Parkour. Ensinou-me a nunca estar parado, a conhecer o eterno movimento, fluxo de gente, que conheces e desconheces, que te cumprimenta em casa ou à porta do metro. Ensinou-me a discriminação, mostrou-me o quanto cruel e ignorante ela é. Deu-me compreensão, mostrou-me a igualdade, a força e a coragem, a vontade de existir de cada um. Cada gargalhada, cada sorriso de cada ser que se mexe trouxe para mim felicidade, ajudando cada pessoa a ser mais forte, estava a fazê-la sorrir mais vezes. O gosto e o desejo de querer mexer fez destas pessoas autênticos artistas.
Dois anos... não são nada e parece tanto!
A todos aqueles que partilharam comigo estes momentos, aquele salto, aquele suspiro, aquele sorriso, aquele suor, aquele tombo... Obrigado
Continua a crescer, a tornar-te forte, a evoluir. Senta-te e pensa no que te está a acontecer, reflecte em cada momento, sente-te feliz por te poderes mexer, por conseguires saltar, por poderes dizer que conseguis-te. Sente-te bem! Sê feliz.
Não te julgues preso a regras porque nem aqueles que as ditam sabem quais são, sê livre, sente-te livre, cria-te.
segunda-feira, 7 de abril de 2008
A razão / The reason
Depois da ida a Londres, que mudara definitivamente a minha postura com o Parkour, uma questão ficou permanentemente marcada na minha mente. Cada vez que saia para treinar, cada vez que me mexia, “Porquê?”, porque raio o faço? Porque é que me mexo, porque é que faço Parkour?
Hoje às 0:14, já deitado e pronto para dormir obtive a resposta.
Uma resposta inesperada mas cada vez mais coerente, mais forte e concisa.
O facto é somente um para mim neste momento. Não preciso de ter resposta, não preciso de ter uma razão. É esse o erro, o que nos assombra. Como humanos, temos o instinto natural da utilização do nosso QI e a sua aplicação empírica, de grosso modo quero dizer que temos que dar uma explicação para tudo. Principalmente quando fazemos ou vemos fazer algo que não está naturalmente predestinado a acontecer.
É nesse ponto que acho que estamos errados, como humanidade.
Na realidade os yamakasi como outros que agora reconhecemos como senhores desta arte de deslocamento, apenas o faziam e fazem por gosto. Como eu o faço e como toda a gente que faz algum tipo de desporto ou actividade física. Podem ter razões por trás, mas essa é a maior, e aquela que depois de estar-mos a suar e a querer parar porque o corpo manda, nos faz dar o passo em frente, aquele que acaba connosco, mas que quando o damos sentimos que conquistámos o mundo.
É o verdadeiro prazer de fazer as coisas que nos move, que nos faz mover, ir mais longe. Ser mais forte, mais rápido, mais longe, são apenas extras.
Isto também acontece com esta arte penso eu.
O Homem esquece-se que é ainda um animal, um animal que se estudar-mos devidamente tem características de tantos outros. Refugia-se na sua forma intelectual, ignorando a sua forma física, chamando-a inclusivamente de obscena. É apenas um corpo, uma mente. Apenas apelo aqui para o incentivo do primeiro, porque chegares muito mais longe no segundo. Somos animais, e gostamos de brincar, como pequenos ursos ou tigres, gostamos de trepar como macacos, de nadar como peixes, de escalar que nem cabras, somos e seres um animal adaptável, não se limitem pelo ambiente, apenas pelo vosso corpo.
O Parkour é simples, só tens que o viver.
A razão, qualquer que seja, não deixa de ser válida, desde que gostes do que fazes.
ENG
After my trip to
Today, at 0:14 am, already in bed, I got the answer.
One unexpected, strong and straight answer.
The fact is only one to me in this moment. I do not need an answer; I do not need a reason. This is the mistake. As humans, we have the natural instinct for the use of our IQ.
In which way we have to give an answer to everything. Mainly when we do or see something that is not pre disposed to happen.
This is the point where I think we are wrong, as Mankind.
In reality the yamakasi and others that we now know as being lords of this art of déplacement just did it for the fun of it. They were kids. As I do and everybody else i think and imagine when they are doing this or any kind of physical activity. They mite have other reasons for doing it, but when we are sweating and the body is pushing us back, is the motivation and joy when we do that extra-step that make us do it, because when we done it, we felt that we conquered the world.
Is the true joy that moves us, that makes us move, go further. To be stronger, faster and further, are only extras.
This is what I think that happens in this art.
I do Parkour because I can, because I love to move, to be able to move faster, stronger and further, because I can feel my body become what I only dreamed of.
I’m only a child, but as a child I have dreams, and when that dreams come true, I’m truly happy. Are you happy?
Man forgot that he is only an animal, an animal that if we study it closely, we can find characteristics of many others. He only finds safety in his intellectual being, ignored his physical form, limited his body, and called it obscene. We are only a body and thoughts.
I now ask here to explore the first, because with that we can achieve much more in the second. We are animals, we like to play, like little bears or tigers, we like to climb in trees like monkeys, climb like goats in rocks, swing like fishes; we are just an animal that is adaptable, do not limit yourself by your environment, just by your body.
Parkour/ art of movement, are simple, you just have to live it.
The reason, whatever it may be, it’s still valid, if you only like what you’re doing.
Gui
sábado, 23 de fevereiro de 2008
O ínicio da A2BFree
Então, se juntaram mais e mais traceurs a este projecto que apoiaram a sua causa, e decididos que a A2BFree tinha que existir, o segundo passo foi tomado e surgiu o forum. Que já se encontra activo.
A A2BFree, é uma associação de traceurs com fim de entre-ajuda e colaboração entre os mesmos. A fim de de informar, ajudar e se encontrarem, os traceurs com mais experiência decidiram dar-lhe uso, porém, a ajuda não advém destes, mas de todos, cada traceur pode e deve colaborar com este projecto. Para tornar a comunicação mais acessível e útil foi criado um forum simples de usar, com bastantes espaços e tópicos de discussão. Assim, estará tudo organizado.
Todos os traceurs são bem vindos, desde que cumpram as regras delineadas pela A2BFree.
"Docendo Discimus"
http://a2bfree.com/forum/
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Quatro passos
A maneira mais profunda e evidente que esta prática modificou a minha postura com o mundo é a vergonha que sinto ao praticar tal actividade. O Parkour é praticado marioritáriamente na cidade, é aí aonde se aprende os movimentos básicos, expostos ao mundo, às criticas, gozos e devaneios de gente estática, robótica. Assim, o primeiro impacto, o primeiro passo, não é saltar, não é saber aonde por a mãos, mas enfrentar a vergonha. A vergonha de se saber que se está a fazer algo evidentemente questionável pela sociedade, enfrentar isso é sinal de coragem diria eu.
Esse é o primeiro passo para se tornar um traceur. Não vou aqui definir o que é ou não um traceur, para tal, deixo a senhores que estão há mais tempo aqui do que eu.
Então o primeiro passo é enfrentar a vergonha de ser visto, a quebrar as regras de conduta social que implica saltar aonde não é suposto saltar. Vergonha, aqueles que passam daqui são na minha opinião seres que merecem respeito. Enfrentaram o primeiro dos seus medos.
O segundo passo é lidar com a vergonha, esquecer que ela existe. Dizer que o que estás a fazer é de facto aquilo que queres, que desejas e que gostas. Que é certo. Quando se descobre isso, a certeza, então estás seguro de ti mesmo e esqueces o mundo, a sociedade à qual regressas ao fim de cada treino. Quando tal acontece o traceur prova o primeiro gosto da liberdade, a este passo chamo de fugida. Porque aqui foges da sociedade que começas a compreender que não está certa como anteriormente compreendias e aceitavas. Agora quebras barreiras somente com o teu pensamento, porque tens um escape, um treino, cujo periodo de duração te sentes livre, sem barreiras.
O terceiro passo é o desleixo. Já não queres saber o que quebras ou deixas de quebrar, a este passo dou o nome de original. Porque aqui o traceur mostra-se plenamente como é, sem medo, sem vergonha. Aqui já não tem medo de regressar a casa todo sujo, andar na rua sem tshirt, com punhos todos sujos, porque ele esta contente. A afirmação do seu contentamento, da sua personalidade desenvolve uma maior compreensão do mundo.
E aqui chega por ultimo o quarto passo. A compreensão.
Neste passo o traceur deixa de olhar para si mesmo e olha em redor. Vê o mundo então com outros olhos e ouve, observa, com uma nova visão, aonde o andar sujo e sem tshirt é aceitável. Aqui grupos como Rastas, góticos etc etc também são aceitáveis, porque aqui, já os compreende. E porquê? Porque eles são como o traceur, diferentes, mas mostram apenas aquilo que são e não têm vergonha daquilo que são nem do mostrar. Compreensão. Assim o traceur é um ser compreensivo, pacifico, original.
Bem, como todos os pensamentos, estes também podem mudar. Mas para já é isso o que penso.
;)
sábado, 26 de janeiro de 2008
Uma noticía
Não porque realmente sejam verdade, mas porque o simples facto de já haver pessoas com iniciativa própria é condenável a quem julgava ter o monopólio. É lixado, eu percebo.
Vou agora aqui então desmentir todos esses pontos.
Número 1: A definição do Parkour é de facto ir do ponto A ao ponto B o mais rápida e eficazmente possível utilizando apenas o teu corpo. Estou errado?
Número 2: Os movimentos que vieram a seguir penso eu foi uma run eficaz, estou enganado? Houve apenas uma brincadeira com os movimentos, não vi saltos mortais nem nada do género, vi porém noutras entrevistas da dream team isto acontecer. Estarei Errado?
Número 3: O encontro em que me encontrei no passado dia 19, no qual o senhor José Gama me veio cumprimentar com um sorriso na cara depois de tudo o que se passou sem tocar no assunto, estava denominado como sendo a 4ª Jam nacional. Como sendo uma 4ª Jam que marca o primeiro encontro nacional, e que apenas se realiza uma vez por ano, devo deduzir que o primeiro tenha ocorrido à quatro anos atrás, não?
Número 4: Quanto à diferença do Parkour com os outros desportos, sim, o Parkour requer muito mais repetição e insistência, prática diária é necessária para que não se ganhe medo de um salto etc. Não é como nas artes marciais ou outros desportos como no futebol etc em que não perdes nada se deixares de treinar durante uma semana. Pelo menos, é o meu ponto de vista, falo por mim, não por qualquer comunidade.
Número 5: Sr. José Gama, agora falo directamente para ti. Em dizeres que a nossa entrevista foi ridícula acho que aí demonstras a tua própria falta de humildade. Fazias melhor não é verdade? lool, O senhor Ez também pensa assim. Ups, já la estives, sabes bem melhor que eu o que é o Parkour, sorry. Free-running pensei que era mais o teu estilo. Peço desculpa.
As mesquinhices de que falo é o facto de tu pensares que só tu e o teu gang faz a coisa como deve ser. Dizes que apoias iniciativas deste género, mas de facto dizes que se tiverem entrevistas ou qualquer contacto para divulgares devem ir ter contigo ou com os teus. Que é esta merda?
Tens medo que te tirem o monopólio, o Ez tem medo. Agarra-te à Adidas lool.
No fim, vamos ver quem tem razão. Visto que nem uma conversa foste capaz de ter quando TIVES-TE COMIGO PESSOALMENTE NADA DISSES-TE. Depois são os outros, que só falam na net e não sei quê...
Tou farto destas merdas, e já não tenho paciência. Vou seguir o meu caminho. Caguei para ti.
Quanto à entrevista deu o seu propósito. As pessoas ficaram a pensar no Parkour como sendo algo mais sério que uma simples brincadeira. Dei o MEU ponto de vista e não represento ninguém a não ser a mim mesmo, por isso não tenho que dar explicações a ninguém.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Jam Nacional
Cheguei eram as duas da manhã a Lisboa, meti-me num táxi e fui descansar a casa dos meus queridos avós.
Assim, chegámos e assim partimos às seis e meia da manhã para Lisboa. Chegámos eram por volta das sete e meia, ainda não estou habituado a esta coisa dos comboios, aqui existem burros e carros.
Chegámos ao Parque das Nações e, já dentro da estação do Oriente tomámos um café para despertar, a viagem de sete horas desde Bragança custa, quanto mais dormir aquelas poucas horas.
Esperámos um pouco pelo senhor meu irmão Pedro Gomes, mundialmente conhecido por cú no chão (C.N.C) e fomos à procura da casa de banho perdida. Encontrámo-la, muito longe do esperado, pois não vimos as presentes durante o caminho, que chegámos a reparar no regresso.
Encontrámos spots pouco conhecidos, um pouco afastados do esperado Bartolomeu spot. Diverti-mo-nos a brincar Às planches e outros aquecimentos de rotina. Durante essas brincadeiras chegaram sem aviso as nove horas da manhã. Decidimos que era tempo de regressar para o dito cujo e, já lá se encontravam alguns traceurs conhecidos da minha pessoa.
Os XF2 fizeram vénias quando cheguei e ofereceram-se para fazer favores sexuais, mas como estava uma rapariga presente, eu recusei. O coalhinho preto estava-me a observar. Após a chegada dos mais variados tipos de traceurs, deu-se inicio o esperado momento de condição fisica dada pelos Shintai. Na minha opinião começou mal, pois um individuo que se identificava como sendo Shintai, visto estar a mandar ordens desesperadas como mandar tirar a tshirt aos presentes noventa e tais traceurs, achei mal. Uma ordem dessas não me coube na cabeça, não entendi a razão pela qual eu tinha que tirar a tshirt e começar a correr atrás deles. Então desisti e fui treinar.
Fiz a maior parte das coisas que queria fazer por todo o Parque. Adorei a companhia e o ambiente. Depois fomos almoçar, comprei demasiada comida que não consegui consumir na totalidade. Depois do almoço veio a parte divertida. Descontracção e boa disposição. Diverti-me bastante.
Depois, foi altura de algum treino e repetição, quem se aproximou e pediu conselhos acho que foi bem recebido da minha parte e quem estava a fazer mal e eu vi, também não foi de mãos a abanar. Muito bom ambiente. Bem, foi neste momento, que ao repetir várias vezes um salto bem puxado de precisão, que consistia em saltar um grande numero de escadas, a areia presente fez escorregar os meus dois pés ao mesmo tempo e ir aterrar mesmo na esquina de uma escada com o joelho, que acabou por ficar com o smile profundo. Não parei por aqui. A dor era suportável.
Vi que o meu thief para salto de braços é eficaz e fiz o meu primeiro dash para salto de braços, senti-me contente, tudo isto com um smile no joelho lol.
Vi muitas tentativas de exibicionismo que acabaram mal, gostei também dessa parte. Tive pena porém. Jackie ainda tem a cabeça, por isso sorrio.
Conclusão: Cheguei a casa mais que partido, e às dezasseis do dia seguinte parti para Bragança.
Agradecimentos: CNC, Hugo Fritado, Inês, Bruno Biscaia, XF2 em geral e a todos aqueles que se atreveram a partilhar aquele momento comigo. Muito Obrigado
sábado, 5 de janeiro de 2008
Relaxado
Hoje tive vários azares, e cortei as mãos em vários sítios, por isso os movimentos não saíram da melhor maneira, peço desculpa.
Quero aqui desmitificar o video, pois ja o mostrei a várias pessoas, e uma delas chegou mesmo a afirmar ter certezas que este foi acelerado. Devo eu agora aqui desmentir. O video não foi alterado, só em termos de imagem=cor. Eu até acho que alguns movimentos estão um bocado imperfeitos e lentos. Existe um salto de braços ao 01:00 que parece que bato com os pés no chão mas o mesmo não acontece. A planche em overgrip é bastante mais fácil. O resto está lá. :-P
Espero que gostem:
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sábado, 29 de dezembro de 2007
Centro do País
Aproveitei também para conhecer a tão falada cidade de Aveiro e os seus inquilinos praticantes de Parkour. Depois de uma viagem de três horas de autocarro, para chegar ao Porto, foi a vez de nos meter-mos no comboio. Assim chegamos meia hora antes do previsto, mas já lá se encontravam os senhores de Aveiro. Esperámos uns minutos pelos meninos da Mealhada. O reencontro foi rápido. Bom ambiente. Seguimos o nosso destino e pusemos as mochilas às costas.
O primeiro spot era reconhecível devido aos vídeos que já la foram gravados. Bastante engraçado. Basicamente alguns saltos de braços e uma parede espectacular para treinar planches. Gostei bastante. Fizemos uma pequena run que envolvia fazer um vault e um passe muraille, cronometrado. O meu teve o resultado de 4.08 segundos. Nada mal, pensei que estava pior.
A seguir fiquei a observar os presentes a fazer os cats maiores. Como prometido, deixei-me de coisas grandes, quero ficar forte primeiro, daqui a alguns anos voltarei lá e fá-los-ei., não eram nada de especial mas a parede escorregava, os meus ténis pareciam manteiga.
Depois segui-mos para um momento esperado por todos, mais por mim e pelo Kaoz. Mac-donalds tornou-se de facto um "must" nas viagens de Parkour. Estava com a barriga a dar horas e comi. Ao sair do forum um spot apareceu, corrimões e uma passe muraille toda catita tornaram-se alvo de olhares de peões que nos miravam com curiosidade e espanto. Sorri.
O segurança tão temido olhou para mim e nada disse, voltando ao seu posto.
Depois, chegámos a um spot com precisões, bastante giro, vi a confiança do senhor Breda e do senhor Portela em precisões que a mim ainda me faziam tremer. Grandes meninos. Sorri.
Fiz um corte num dedo antes de partir, ao tirar o gelo do carro. Num salto de fundo para precisão, mordi o lábio com as dores. O Kaoz fez-me sentir orgulhoso quando fez aquilo que eu planeara fazer mas não conseguíra. Fomos por um jardim aonde fiz o meu primeiro thief para salto de braços. Achei piada.
Chegou a vez do Portela e do Breda brilharem num salto de braços com cerca de doze pés e meio. Nem esperaram, saltaram. Foi muito giro, gostei.
Chegámos a outros spots, foram bastante produtivos. Treinei alguma coisa, apesar do cansaço da viagem ainda me mantive acordado.
Depois, fomos para outro spot também conhecido. Muito giro, mas pouco dava para fazer. Chegou a altura de falar, vencidos pelo cansaço. Falámos um pouco, e cheguei à conclusão que o Storque está tramado mas feliz.
No dia seguinte acordei na Mealhada. Estava tão partido que mal conseguía andar. Sorri, aquilo era de facto engraçado, era de facto digno do nome Tabibito. Parkour era aquilo. Estava vivo, as dores provavam-no. Fomos passear, conversar, conviver. Ideias brilhantes surgiram às quais vamos dar continuidade. A vontade de voltar para casa apertou, estava apertado, saudades de uma pessoa deixaram-me louco no autocarro. Bem, partimos novamente.
Devo acrescentar que poupei 200€ nesta viagem. Meti-me no comboio de Aveiro para a Mealhada sem bilhete e fui apanhado, mas o Kaoz prometeu qualquer coisa ao "pica" que não consegui ouvir e fui ilibado. O Kaoz sorria, parecia feliz e agradavelmente bem disposto.
Resumindo, foi uma agradável viagem ao centro do país, fica aqui prometido, vou voltar a fazê-la no próximo ano.
Um especial obrigado ao David Breda e ao João Portela pela companhia e pela sua disponibilidade.
Feliz Ano Novo pessoal.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Rendezvous II (English version)

London, city of dreams for traceurs.I tried to convince everybody to join me at this trip but only Pedro Gomes, Sérgio Mota and Bruce Rainha, Cnc, Kaoz and Hefaestus, for the more distracted.. We arrived to London at mid-night.It was our intention to stay the night at the airport because the hotel was only open at 07:00 but mr. Guilherme Costa had a brilliant idea due to boredoom. We follow this young and stupid man and we went to
We arrived to
When i was playing with some bars, has usual, finding new forms of movement, a bit far away, was Daniel Ilabaca, he came close and meet me and saluted me. I found myself smiling. Kaoz told me after in the event that saw him doing my sequence. I found myself smiling again.
It was time to get in. I was already tired, a long night and this train make me sweat.
The only one that was still all this time and now was full off energy and jumping like a little rabbit was Bruce. We get in and we saw a magnificent gym (I never trained before in one). I must say that mr. Vigroux dressed up in the women locker-room and William Belle get in in ours and just stair at me and quickly apolagised and run out.Beasts of Parkour. From our group I was the one that had more “strong body parts”, and still were ashamed.. Only beasts! The mith of Simsm ( a Portuguese traceur ) is nothing, i already trained with him and he’s nothing compared to the guys i saw in there. Bahhh. Blane, Ilabaca, vigroux, Yahn...all of them were huge!
After the “brief” wam-up running outside, down and up the stairs, we did a séries of monkey walk and jumping exercices, wich take literally my breath away. I never thought about quiting our giving up. Even being almost dead due to night before, i did my best!
In the last exercice i just fell down, surrended. I had never felt like this, so weak.Then i saw reality, i am weak. But still, it wasn’t anyone that called that “easy” and everybody were giving their best to stay alive and giving our ultimate strength, the human heat was surprising in the huge gym. Some guy take their t-shirts of and then I saw how weak I was. What beasts!
Then, the obstacles course arrived. I found my spot at group number one, with the resto f the Portuguese. The first was a course with line obstacules that we had to jump one by one. I repeted the exercice ten times. I was crumbling and evend a side-walk i coundn’t jump when i finished. Kaoz just didn’t gave up. I like that. I sit near the water.
The second one was a bit more elaborated. It was made by an obstacle that you could vault, then a tic-tac in the wall and another vault and was finished by a gap fallowed by a cat leap. Very funny. I was amazed by the flow demonstrated by Bruce. I learned to do catleaps with one arm (with the two ). Aprendi. Laurent became useful to me and another guy that i don’t the name sorry.
The thirth course was a scaffolding very funny but i didn’t get very well in this part, it was a new thing to me that kind of movement. Bruce received a round of applause. I did like those movements, with precision and very fast execution. The forth was in the same plateform but the beginning was in the other side. Here I did better, but my strength was in a low level and the repetitions were few. Pedro did a monkey to precision that few attempted to do. The fifth was in another platform and Châu teach us how to do a wallspin and palmspin with different hands. Underbars were cool, but i didn’t get one movement that was like a spin in a bar, I called it gay, forgetting that that was English. I gave that my personal touch and became fun, I liked it. I did my first diving roll trough a underbar and went perfect. The movements for all Portuguese were nice, Bruce had a symphony playing for him, I’m still laughing about that.
After that we went outside, and we did monkey balance until we fell down, without strength.
Passe muraille in big quantities that fallowed i couldn’t complete. Now the “kink” in my muscles were too hard, too painful.
Forrest insists, look like troop. After this was the final Run, that was doing real Parkour trough the hole gym.
The first time was a mess, because everybody wanted to do big thing, and just slow too much to ritm and just make traffic. When was my second turn to begin and i already done my first monkey Châu told me to stop and Vigroux said to everybody to be fast and efficient, without stops. He asked me if I could do that, I answer that I would try. I tried and the thing didn’t get much worse. At the second lap i was more dead then alive. Yhan said to me “wow” at the thirth obstacule and Julie Angel started filming me and, just seconds after that I was in the floor smiling, because I fell down doing a mnonkey due to my lack of strength… I was dead. I stop and just sit near water.
Then, was the relaxation moment, in witch i was almost fallen a sleep, but the pain just kept me awaken. After that, stretching, it was so painful… the night before was now screeming, even Laurent and Châu laugh because my face was now translating my pain.
After that, answers, important one’s they were. It was the most inspiring thing i had witness that day. “Why to you pratice?” That was a really easy answer in times, but now, because who did the question, made it somehow different, important, and with another meaning. It was beautiful.
A hug to everybody I knew and to everybody I didn’t.
;-)
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Rendezvous II
Chegamos a vitoria station e já se encontrava aberta. Eram as 06:00. Estávamos estoirados, cheios de fome e sede. Descobrimos chateados que ali e em qualquer sitio tínhamos que pagar para usar as casas de banho. O kaoz tinha pringles, comemo-las. Esperámos pelo metro, e seguimos para Stockwell. Lá andamos meio perdidos, mas demos com o hotel sem qualquer problema de maior. As malas descansaram. O hotel era uma casa tipicamente inglesa, alugada por uma senhora portuguesa muito simpática, devo acrescentar. Descansamos até às nove, quando decidimos sair para explorar Londres e ir ter com o Alex. Encontrámos-nos com ele em vitoria. Parimos para Royal Oak aonde encontra-mos um spot que aparece num filme do Daniel Ilabaca sob a forma de skate Park. Grande spot. Encontrámos o Phily Dee a treinar no spot sozinho, logo ali vi repetições sem fim. O puto mexia-se bem. Naquele momento perdi um mito, Blane e outros cujas planches são famosas, foram agora destruídas. Aquelas paredes pareciam pastilha elástica, eu subi uma parede bem maior que eu em pop to monkey e fiz uma espécie de salto de braços para passe muraille facilmente...as planches pareciam serem feitas de sem crer, a rapidez destas era incrivel, até o kaoz que até à viagem se queixava das suas se viu surprendido. Com aquelas paredes, era fácil. Tive a oportunidade de falar com vários "senhores" do Parkour.
Enquanto estava entretido a "brincar" numas grades, como é meu costume, encontrar novas formas de movimento. Lá bem do fundo, veio uma personagem que ainda hoje me impressiona. Daniel Ilabaca vem ter comigo e comprimenta-me, estivera a observar-me de longe, ao que parece gostou e mais tarde o kaoz disse te-lo visto a fazer a minha sequência.
Era a hora de entrar. Estava já cansado e o único que antes estivera parado e agora rebentava com energia era agora Bruce que parecia que saltava parado. Entrámos e deparámo-nos com um magnifico ginásio. Devo acrescentar que o senhor Vigroux equipou-se nos balneários das meninas e o William Belle entrou no nosso e ficou a olhar para mim e rapidamente pediu desculpa e saiu atrapalhado. Bestas do Parkour. Do nosso grupo eu era o que tinha mais "caparro". Estivera a trabalhar o meu corpo para aquele momento e, mesmo assim sentia-me envergonhado. Só vi bestas! O mito do Simsim não é nada. Já estive com ele e ele comparado a estes meninos... bahhh. Blane, Ilabaca, vigroux, Yahn... todos eles, eram gigantes! Depois do "breve" aquecimento, com corrida por fora do ginásio e subir e descer escadas, uma série de exercicios como monkey walk, agachamentos e saltos, deixou-me quase sem respirar. Não dei parte fraca. Apesar de estar ainda estoirado da noite anterior, ia dar o meu melhor. E dei!
No ultimo exercicio caí para o lado, estoirado. Nunca me tinha sentido assim, tão fraco. Caí então na realidade. Eu sou fraco. Porém, não houve ali ninguem que levasse aquele momento com suavidade, e todos estavamos a deitar cá para fora todas as nossas forças. O calor humano naquele enorme ginásio era impressionante. Começaram alguns a tirar a t-shirt. Vi então o quanto fraco era. Que bestas!
Então a pista de obstáculos surgiu. Fiquei no grupo 1 com o resto do tugas. O primeiro exercício consistia em saltar obstaculos ordenados numa fila recta. repeti 10 vezes. Estava sem força para sequer saltar um passeio quando acabei. O Kaoz insistia, gostei.Sentei-me. O segundo percurso era mais elaborado. Consistia em primeiro ultrapassar um boque depois um tic na parede por cima de outro, mais um em frente e depois um gap directo para cat Muito divertido e, espantei-me com a fluidez do senhor Bruce. Aprendi ali a fazer cats com um só braço alternadamente. Laurent tornou-se útil para mim. O terceiro percurso consistia um ultrapassar uma armação de andaimes, era esquisito e não me saí muito bem. O Bruce recebeu uma salva de palmas, também gostei bastante, a rapidez e a fluidez daqueles movimentos foi perfeita. O quarto percurso era na mesma plataforma, mas a partida era de outro lado, aqui já me saí melhor, mas não consegui repetir muitas vezes porque as forças faltavam-me. O senhor Pedro fez um monkey to precision que pouco se atreveram sequer a tentar. O quinto percurso era noutra plataforma com andaimes, em que Yahn ensinava a fazer wallspin, palmspin e mais uns underbares. Não consegui fazer uma voltinha que deixei escapar e chamei-lhe gay, esquecendo-me que aquilo eles sabiam o que queria dizer. Dei-lhe um toque do meu movimento e ficou engraçado, gostei. Experimentei um diving roll por um underbar pela primeira vez, e à primeira saiu bem, sem tocar em nada, sairam movimentos fluidos a todos os tugas, o Bruce ainda bateu lá umas quantas vezes o que me fez sorrir porque até ele ficou assustado.
Depois, fomos para a rua, aonde fiz monkey balance até cair para o lado, sem forças.
Passe muraille em grandes quantidades se seguiram e eu não consegui completar, neste momento as caimbras e dores musculares eram demasiado intensas, estava agora, um balão.
Forrest insistia, parecia tropa. Depois disto veio a Run Final que consistia em ultrapassar todos os obstaculos do ginásio.
A primeira vez foi uma bagunça pois tinha-se que parar para estar à espera de alguem que queria tentar algo mais. Quando era a minha vez e já tinha feito o primeiro monkey, Châu mandou-me para trás e Vigroux disse para serem rápidos e fluidos, sem paragens. Virou-se para mim e perguntou se era capaz, respondi que ia tentar. Tentei e a coisa não saiu mesmo anda mal. O kaoz disse que os comentários foram bem positivos. À segunda volta, estava estoiradinho, mas dei o meu melhor, e na segunda plataforma de andaimes a coisa tornou-se bonita e mesmo muito rápida, quando dei por mim lá me cima oiço um "wow" e era o Yahn lá em baixo com cara de espantado. Continuei, a sorrir. Desta vez a Julie Angel estava preparada e segui-me, deve ter captado o comentário, mas depois do tic caí num monkey, pois as forças faltaram-me e não consegui passar para o outro lado. Estava exausto.
Parei e sentei-me perto da água.
Depois veio a secção de relaxamento, na qual ia-me adormecendo, mas as dores manteram-me acordado. Nos alongamentos, as dores eram insuportaveis e, até Laurent e Châu acharam piada às minha expressões faciais haha.
A secção de perguntas e respostas que veio a seguir, foi o que mais me tocou deste dia. Inspirou-me de tal maneira que me mudou. "Porque é que praticas?", simples pergunta, simples resposta, mas por ter sido quem foi a perguntar, tornou-se verdadeira, tomou outro significado. Foi lindo...
Adorei cada momento e a todos um abraço.
Visão por Dan Edwardes
